Um grupo de 98 empresários, economistas, advogados e ex-ministros enviou carta-manifesto aos candidatos à Presidência nas eleições de 2026 pedindo apoio à implementação da reforma tributária. O documento alerta para insegurança jurídica caso a reforma seja interrompida ou revogada após o pleito.

Por que a carta foi enviada agora

O documento foi elaborado após alguns candidatos manifestarem posições contrárias à reforma, incluindo propostas de suspensão ou revisão profunda. Os signatários defendem que divergências pontuais não justifiquem reabrir o debate ou paralisar o processo de adaptação já em andamento por empresas, União, estados e municípios.

Principais argumentos dos signatários

Os subscritores afirmam que os efeitos de longo prazo da reforma são positivos para a produtividade e a competitividade do país. Eles reconhecem custos de transição, mas consideram que o debate sobre aperfeiçoamentos pode ocorrer durante a implementação, sem necessidade de suspender o texto aprovado.

Perfil dos 98 signatários

Entre os nomes estão empresários como Jorge Gerdau Johannpeter, Horácio Lafer Piva e Josué Gomes da Silva. O grupo de economistas inclui Arminio Fraga, Alexandre Schwartsman, Ana Paula Vescovi e Felipe Salto. Ex-ministros como Mailson da Nóbrega e Rodrigo Maia também assinam o manifesto, assim como Bernard Appy, ex-secretário da reforma tributária.

Posições de candidatos citadas

Flávio Bolsonaro defendeu a suspensão da reforma em maio. Augusto Cury propôs revisão de pontos específicos. Ronaldo Caiado defendeu modificações profundas e Romeu Zema indicou preocupação com complexidades no texto. Nenhum nome é citado diretamente na carta.

Frequently asked questions

Quem assinou a carta em defesa da reforma tributária?

Noventa e oito empresários, tributaristas, economistas e políticos, entre eles Jorge Gerdau, Arminio Fraga, Mailson da Nóbrega e Bernard Appy.

Qual o principal pedido do documento?

Os signatários pedem apoio à continuidade da implementação da reforma tributária do consumo.

Por que os signatários temem retrocessos?

Eles alertam que interrupção ou revogação geraria insegurança para empresas e entes públicos que já investem em adaptação ao novo modelo.

A carta menciona nomes de candidatos?

Não. O texto evita citar presidenciáveis específicos, embora posicione-se contra propostas de suspensão ou revogação.

Quais os benefícios destacados na reforma?

Correção de distorções que prejudicam produtividade, competitividade e potencial de crescimento econômico do Brasil.

Key takeaways

Grupo de 98 profissionais enviou carta-manifesto aos candidatos de 2026.

Documento pede continuidade da implementação da reforma tributária.

Interrupção é vista como fonte de insegurança jurídica e fiscal.

Signatários incluem Gerdau, Fraga, Appy e ex-ministros.

Debate sobre ajustes pode ocorrer durante a execução, segundo o texto.

Reforma é tratada como conquista institucional, não partidária.