O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidiu não acusar o proprietário do trailer por homicídio doloso na morte de Erick Sousa, menino de 12 anos eletrocutado em julho no Itapoã. O promotor avaliou ausência de provas de intenção de matar ou assunção de risco. O processo foi transferido para a Vara Criminal do Itapoã.

O MPDFT divergiu do inquérito da 6ª Delegacia de Polícia, que indiciara o comerciante por dolo eventual. O órgão ministerial concluiu que o episódio pode configurar negligência, imperícia ou fraude processual, sem evidências de dolo.

Erick Sousa morreu em 24 de julho na quadra 10 do condomínio Del Lago após encostar no trailer ao buscar uma bola. Laudos periciais confirmaram morte por descarga elétrica e apontaram falhas na fiação, incluindo tomada defeituosa com fuga de corrente.

A defesa dos familiares contestou a posição do MPDFT e afirmou que o proprietário já conhecia os defeitos. O advogado Leonardo Azevedo disse que continuará buscando responsabilização e criticou a mudança de jurisdição, alegando ferramentas limitadas nesta fase.