Cenário de Abertura do Dólar
Nesta terça-feira, a moeda norte-americana iniciou o dia com leve variação, mantendo-se próxima da estabilidade. O mercado financeiro permanece atento à próxima decisão de política monetária do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, agendada para esta quarta-feira. Paralelamente, as atenções se voltam para os esforços diplomáticos visando a diminuição das tensões no Oriente Médio.
Por volta das 9h16, o dólar apresentava uma queda marginal de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,0832. Na sessão anterior, segunda-feira, a divisa encerrou o pregão com valorização de 0,37%, cotada a R$ 5,087. O Ibovespa, por sua vez, fechou a segunda-feira em patamar estável, atingindo os 178 mil pontos.
Impacto Geopolítico e Petróleo
A cotação do petróleo registrou recuo na segunda-feira, influenciada por indicações de uma possível desescalada nas tensões do Oriente Médio. Durante o fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou a suspensão de novas ações militares contra o Irã, buscando um rápido acordo para conter as ambições nucleares de Teerã e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.
Trump afirmou que o Irã e outras nações da região teriam solicitado uma pausa nas ofensivas para viabilizar um pacto que resultaria na reabertura imediata e completa do estreito e no fim da ameaça nuclear iraniana. Essas declarações foram divulgadas em sua rede social, Truth Social, após um contato com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.
Na segunda-feira, Trump reiterou a intenção de dar ao Irã “todas as últimas chances” antes de medidas mais drásticas, indicando que as negociações estariam em andamento e que esta seria a “última chance” para o país assinar um acordo favorável. Contudo, Teerã contradisse as afirmações de Trump, declarando que não há negociações em curso com Washington.
Agenda Econômica nos EUA e no Brasil
Além dos desdobramentos sobre o conflito no Oriente Médio, o mercado norte-americano aguarda a divulgação de importantes dados sobre o mercado de trabalho nos próximos dias. A semana também será marcada pela apresentação de balanços financeiros de grandes corporações, incluindo SpaceX, Eli Lilly (produtora do Mounjaro), e outras empresas dos setores de consumo, industrial e farmacêutico.
No cenário doméstico, um dos destaques da segunda-feira foi a publicação do novo boletim Focus. Pela primeira vez desde março, economistas revisaram para baixo a projeção para a taxa Selic ao final deste ano. A nova expectativa é que a taxa básica de juros encerre 2026 em 13,75%, uma redução de 0,25 ponto percentual em comparação à pesquisa da semana anterior. Adicionalmente, a projeção para a inflação em 2026 caiu de 5,12% para 5,03%. As estimativas para o PIB de 2026 mantiveram-se em 1,99%, enquanto a projeção para 2027 foi ajustada de 1,60% para 1,57%.
A revisão da projeção da Selic no boletim Focus intensifica a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa pelo Copom, embora especialistas prevejam um discurso cauteloso por parte do Banco Central, considerando o atual cenário fiscal e eleitoral.