Uma juíza federal determinou na quinta-feira que as sanções impostas pelo governo de Donald Trump à Anthropic em fevereiro violam a lei por configurarem represália às críticas da empresa ao Pentágono.
Decisão judicial
A magistrada Rita Lin afirmou que as medidas se basearam no desejo de punir publicamente a criadora do Claude por sua postura crítica, e não em uma ameaça concreta à segurança nacional. A sentença proíbe as agências federais de aplicarem a ordem de interromper o uso das ferramentas da empresa.
Contexto das sanções
Em fevereiro, a Anthropic recusou-se a permitir que sua tecnologia fosse utilizada em vigilância em massa ou em armas autônomas letais. O presidente Trump reagiu classificando a empresa como radical e determinou a suspensão dos contratos governamentais.
Reação da empresa
Um porta-voz da Anthropic declarou que a decisão judicial confirma a ilegalidade da designação de risco à cadeia de suprimentos. A empresa afirmou que permanece disposta a colaborar com o governo em projetos de inteligência artificial para a segurança nacional.
Impacto e próximos passos
O Exército utilizava o Claude em sistemas confidenciais, inclusive em operações relatadas pela imprensa. A decisão anula a suspensão temporária anterior e entra em vigor imediatamente, embora o governo possa recorrer. Outra sanção baseada em regras de contratação pública permanece em análise em Washington.