O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto e manteve a inflação acumulada em 12 meses em 4,22%. O resultado representa o segundo mês consecutivo em que o índice fica dentro do intervalo de tolerância da meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional.

IPCA em 12 meses: segundo mês seguido dentro da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou deflação de 0,32% em agosto. Com isso, a variação acumulada em 12 meses ficou em 4,22%. O sistema de metas contínuas estabelece objetivo de 3% com intervalo de tolerância entre 1,50% e 4,50%. Desde janeiro de 2025 a meta refere-se à inflação acumulada em 12 meses, verificada mensalmente.

Principais fatores que explicam o resultado

José Fernando Gonçalves, analista do IBGE, destacou que a alimentação foi o principal responsável pelo comportamento do índice. O grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,34% em agosto, após recuo de 0,67% em julho. As maiores quedas ocorreram em batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

Combustíveis também contribuíram

Os combustíveis recuaram 0,91% em agosto. O etanol caiu 3,95%, o óleo diesel 0,80% e a gasolina 0,59%. Esses recuos ajudaram a manter o IPCA dentro do intervalo de tolerância perseguido pelo Banco Central.

Evolução recente do IPCA em 12 meses

Em julho o índice acumulado em 12 meses estava em 4,44%. Em junho a taxa havia atingido 4,64%, acima do limite superior de tolerância. Agosto consolidou a segunda leitura consecutiva dentro da meta.

Key takeaways

  • IPCA apresentou deflação de 0,32% em agosto de 2026.
  • Inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,22%.
  • Alimentação e bebidas recuaram 0,34% no mês.
  • Combustíveis caíram 0,91%, com destaque para etanol (-3,95%).
  • Resultado marca o segundo mês seguido dentro da meta contínua.

FAQ: IPCA em 12 meses

O que significa meta contínua?

A meta contínua compara a inflação acumulada em 12 meses com o objetivo de 3% e o intervalo de 1,50% a 4,50% todos os meses, e não apenas em dezembro.

Por que o IPCA caiu em agosto?

A deflação de 0,32% decorreu principalmente da queda nos preços de alimentos no domicílio e dos combustíveis.

Qual foi a variação de alimentos em agosto?

O grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,34%, com destaque para quedas expressivas em hortaliças e tubérculos.

Os combustíveis influenciaram o resultado?

Sim. Os combustíveis recuaram 0,91% e contribuíram para manter o IPCA dentro da meta.

Quantos meses o IPCA ficou dentro da meta?

Agosto foi o segundo mês consecutivo em que a inflação acumulada em 12 meses permaneceu dentro do intervalo de tolerância.