IPC-S em Retração

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou uma queda de 0,39% na segunda quadrissemana de agosto. Este resultado representa uma aceleração na deflação em comparação com a primeira quadrissemana do mês, quando o índice havia recuado 0,05%. Nos últimos 12 meses, o IPC-S acumula uma alta de 3,91%.

Variações por Grupos

A análise dos oito grupos que compõem o IPC-S revela um cenário misto. Três grupos contribuíram para a desaceleração do índice:

  • Habitação: Passou de 0,41% para -1,29%.
  • Educação, Leitura e Recreação: Apresentou variação de 0,50% para -0,13%.
  • Comunicação: Registrou queda de 0,05% para -0,80%.

Por outro lado, houve um avanço nos seguintes grupos:

  • Despesas Diversas: De 0,70% para 1,65%.
  • Saúde e Cuidados Pessoais: Subiu de 0,13% para 0,20%.
  • Transportes: A variação foi de -0,39% para -0,26%.
  • Vestuário: De -1,49% para -1,29%.
  • Alimentação: Passou de -0,52% para -0,36%.

Influências Notáveis

Os principais fatores que exerceram pressão para baixo no índice foram:

  • Tarifa de eletricidade residencial (de 0,70% para -8,00%)
  • Tomate (de -28,79% para -27,75%)
  • Batata-inglesa (de -23,98% para -27,71%)
  • Gasolina (de -1,28% para -1,11%)
  • Passagem aérea (de 5,08% para -2,63%)

Em contrapartida, alguns itens contribuíram para elevar o índice:

  • Cigarros (de 6,15% para 13,90%)
  • Plano e seguro de saúde (de 0,47% para 0,46%)
  • Mamão papaya (de 8,09% para 9,58%)
  • Leite tipo longa vida (de 2,81% para 2,30%)
  • Seguro facultativo para veículo (de -0,31% para 1,71%)