Caso de live polêmica resulta em processo criminal
O influenciador digital Alexsander José Rodrigues da Silva, popularmente conhecido como Moskitão, tornou-se réu na Justiça do estado de São Paulo. Ele enfrenta acusações de importunação sexual e discriminação contra o também produtor de conteúdo Guilherme Ribeiro dos Santos, o Tokinho, pessoa com nanismo.
A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público de São Paulo perante a 26ª Vara Criminal, e o juiz responsável pelo caso, Marcos Vieira de Morais, determinou o prosseguimento do processo.
O episódio que originou as acusações
O ocorrido remonta a agosto do ano anterior, durante uma live realizada na Arena Pinheiros, em São Paulo, e transmitida pela plataforma Twitch. De acordo com a denúncia, Moskitão teria insistido em entrevistar Tokinho, tentado beijá-lo sem qualquer consentimento e feito declarações de cunho discriminatório, como afirmar ter fetiche por pessoas com deficiência e ameaçar abusar da vítima.
Além disso, o influenciador teria utilizado apelidos pejorativos relacionados ao tamanho do colega, situação que agravou as acusações já graves de discriminação.
Possíveis consequências legais
Moskitão responde ao processo em liberdade, mas as implicações jurídicas são significativas. A soma dos dois crimes pelos quais é acusado pode resultar em pena entre 2 e 8 anos de reclusão. Caso seja aplicada a norma mais severa, prevista para discriminação praticada em transmissão pública, a pena pode chegar a 10 anos.
Histórico de conflitos judiciais
Este não é o primeiro envolvimento do influenciador com a Justiça. Aproximadamente um ano antes deste episódio, Moskitão já havia sido condenado a pagar R$ 15 mil de indenização a duas mulheres, em razão de vídeos classificados pela Justiça como machistas e vexatórios.
Na época da repercussão do caso envolvendo Tokinho, o influenciador apareceu nas redes sociais sem o personagem que costuma interpretar para pedir desculpas publicamente, admitindo que havia exagerado em suas ações.
Posição de Tokinho
Tokinho, que tem passagens pela atração humorística Pânico e recebeu indicação ao Prêmio Guarani de Cinema pelo longa-metragem Marte Um, declarou que pretende levar o processo até as últimas instâncias, demonstrando firme determinação em buscar responsabilização pelo ocorrido.