Operação Reflexo Desarticula Esquema de Fraude Online

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou, nesta sexta-feira (14/8), a Operação Reflexo, com o objetivo de desmantelar um esquema de fraude eletrônica focado na venda fictícia de telefones celulares via internet. A 8ª Delegacia de Polícia, localizada na Estrutural, coordenou a ação, que contou com o suporte da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

Detalhes da Investigação e Prisões

Uma estudante de Direito de 22 anos, cuja identidade não foi revelada, foi detida preventivamente, sendo apontada como uma das figuras centrais no esquema. Seu companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, também foi alvo da operação. As investigações indicam que o casal criava perfis online que imitavam a identidade visual de uma renomada loja de telefonia, conferindo uma falsa legitimidade aos anúncios. Para fortalecer a estratégia, os suspeitos montaram um cenário em sua residência, em São Paulo, que simulava uma loja, completo com caixas vazias de smartphones, etiquetas, embalagens e materiais de envio. Esses itens eram utilizados em fotos e vídeos apresentados aos clientes antes da finalização das compras.

Modus Operandi do Golpe

Após ganhar a confiança dos consumidores, os golpistas recebiam os pagamentos via Pix. Contudo, as mercadorias nunca eram enviadas aos compradores. Uma vez confirmada a transferência, as vítimas eram bloqueadas nas plataformas de comunicação utilizadas durante as negociações, impedindo qualquer contato posterior.

Perfil dos Suspeitos e Antecedentes

A estudante detida está no 7º semestre de Direito e atua como estagiária em um escritório de advocacia. Curiosamente, a polícia informou que ela chegou a postar conteúdo em redes sociais com dicas sobre segurança digital e procedimentos para contas bancárias bloqueadas por suspeita de fraude. Enquanto a mulher não possuía antecedentes criminais, Damasceno já responde a um processo por estelionato virtual no Rio Grande do Sul.

Medidas Legais e Apreensões

A Justiça autorizou a expedição de duas prisões preventivas e quatro mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em São Paulo com a colaboração da PCSP e de uma plataforma de comércio eletrônico. Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e dezenas de caixas que compunham o cenário falso. Além disso, foi efetuado o bloqueio cautelar de R$ 20 mil em contas bancárias vinculadas aos investigados. O caso está sendo investigado com base no artigo 171, § 2º-A, do Código Penal, que prevê pena de 4 a 8 anos de prisão e multa para crimes de fraude eletrônica.