Recuperação de Aeronave no Paraguai

A Polícia Federal (PF) trouxe de volta ao Brasil uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 120 milhões, que estava localizada no Paraguai. O bem está vinculado a Daniel Vorcaro, um ex-banqueiro que é alvo de investigações no âmbito da Operação Compliance Zero. A aeronave foi apreendida por ordem judicial e está impedida de ser transferida.

Detalhes da Operação e Propriedade

O avião, pertencente a uma holding administrada por Vorcaro, chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília e será submetido a medidas judiciais pertinentes, incluindo uma perícia para determinar seu valor exato. A localização da aeronave ocorreu no sábado, dia 15, em Assunção, por meio de esforços da adidância da Polícia Federal no Paraguai, com o apoio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do país vizinho. A PF coordenou com as autoridades paraguaias para garantir o retorno do bem.

Embora a Polícia Federal não tenha divulgado o nome do investigado, a aeronave está registrada em nome da Viking Participações, uma empresa fundada e gerida por Daniel Vorcaro, conforme registros públicos.

Contexto das Investigações

O patrimônio aeronáutico associado a Vorcaro e à Viking já havia sido objeto de atenção em investigações no Congresso Nacional. Em fevereiro, a CPI do Crime Organizado do Senado solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre aeronaves, registros de propriedade e transferências de ativos ligados ao empresário, à Viking e ao Banco Master. Adicionalmente, a CPMI do INSS também requisitou dados sobre o histórico de voos, destinos e passageiros de aeronaves registradas em nome da Viking.

Operação Compliance Zero

Daniel Vorcaro é um dos principais nomes investigados na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e empresas a ele relacionadas. A Polícia Federal indica que o esquema pode ter envolvido a emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro, além do uso de informações fraudulentas para simular a legalidade das transações. As investigações também se estenderam ao patrimônio e às operações financeiras do empresário e de seus associados, resultando em decisões judiciais de bloqueio e sequestro de bens, como o da aeronave recuperada.