Impacto da Troca de Medidores no Serviço da Sabesp

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o aumento inicial nas reclamações direcionadas à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), após sua privatização, está diretamente relacionado à substituição dos hidrômetros. Segundo o governador, a empresa realizou ajustes e o número de queixas tem apresentado uma queda contínua.

Análise das Reclamações

Questionado sobre um crescimento de 70% nas queixas de consumidores, Tarcísio de Freitas explicou que os novos hidrômetros passaram a registrar o consumo de maneira mais precisa, identificando perdas que anteriormente não eram computadas. Essa mudança resultou em um pico de reclamações, mas, de acordo com ele, a Sabesp agiu prontamente para resolver as questões, e o volume de queixas vem diminuindo progressivamente.

Reajustes Tarifários e Investimentos

O governador também abordou a necessidade de reajustes tarifários, justificando-os como essenciais para compensar a inflação e preservar a capacidade de investimento da companhia. Ele mencionou que, em setores regulados pela base de ativos, a execução de novas obras pode pressionar as tarifas. Para mitigar esse impacto, o Estado de São Paulo, que detém 18% das ações da Sabesp como maior acionista, destina integralmente os dividendos recebidos da empresa para a redução das tarifas.

"A tarifa vai aumentar? Vai. A da Sabesp pública também aumentaria. O que podemos garantir, porque está na lei e no contrato, é que a tarifa sempre vai caminhar abaixo", declarou Tarcísio.

Ele acrescentou que a tarifa atual é 15% menor do que seria caso a empresa tivesse permanecido sob controle estatal.

Estrutura Acionária da Sabesp

Em relação à governança da Sabesp, Tarcísio de Freitas esclareceu que a empresa não possui um acionista controlador. O conselho de administração é composto por três representantes do Estado, três da Equatorial e três conselheiros independentes. A privatização da Sabesp foi concluída em julho de 2024, em uma transação de R$ 14,8 bilhões, que reduziu a participação do governo paulista para 18%. A Equatorial adquiriu 15% da companhia por R$ 6,9 bilhões.