O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), admitiu nesta segunda-feira (31) que o apoio ao candidato no Sudeste está menor em comparação com as eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro concorreu. Marinho, no entanto, destacou que a desvantagem frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste diminuiu.

Preocupação com o desempenho no Sudeste

Durante o evento "Macro Day", promovido pelo BTG Pactual, Rogério Marinho afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro observa uma redução no apoio da região Sudeste em relação ao pleito de 2022. "No caso do Sudeste, estamos numa situação um pouco pior do que em 2022", declarou o senador, sem apresentar dados específicos.

A região Sudeste, que concentra os maiores colégios eleitorais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi fundamental para a vitória de Jair Bolsonaro em 2018 e para sua votação expressiva em 2022. A perda de apoio na região pode representar um desafio significativo para Flávio Bolsonaro, que busca consolidar sua candidatura como herdeiro político do ex-presidente.

Melhora relativa no Nordeste

Apesar da preocupação com o Sudeste, Marinho destacou que a campanha identifica uma redução na desvantagem frente ao presidente Lula no Nordeste. "Proporcionalmente, Lula está se saindo pior em relação a 2022. Claro que ele vence no Nordeste, mas com uma diferença menor. Vai ser bem menor", afirmou o coordenador.

O Nordeste é tradicionalmente um reduto eleitoral do PT, mas a campanha de Flávio Bolsonaro parece apostar em uma estratégia para reduzir a margem de vitória de Lula na região, o que poderia compensar eventuais perdas em outras partes do país.

Contexto das eleições de 2026

As declarações de Marinho ocorrem em um momento crucial da campanha, com as eleições presidenciais marcadas para outubro de 2026. Flávio Bolsonaro, atualmente senador pelo Rio de Janeiro, é um dos principais nomes do PL e busca se posicionar como uma alternativa ao governo Lula, que tenta a reeleição.

O cenário eleitoral ainda é incerto, mas as observações do coordenador da campanha indicam que o PL está atento às mudanças no eleitorado, especialmente nas regiões que foram decisivas para o bolsonarismo nos últimos pleitos.

O próximo passo da campanha será divulgar novas pesquisas de intenção de voto e ajustar a estratégia para tentar reverter a tendência de queda no Sudeste, enquanto busca ampliar o apoio em outras regiões.