Pesquisa da HSR Health em parceria com a Roche Farma revela que 26,6% dos pacientes com esclerose múltipla no Brasil aguardam mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo. O estudo, divulgado pela ABEM, ouviu 368 pessoas e aponta que 56,8% receberam diagnóstico incorreto antes da confirmação. O neurologista Rodrigo Kleinpaul destaca que o tempo médio para o diagnóstico correto é de três anos, período em que a doença pode progredir. Este artigo analisa os principais obstáculos, os impactos na vida dos pacientes e os avanços no tratamento.
Por que o diagnóstico de esclerose múltipla demora tanto no Brasil?
De acordo com a pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) em agosto de 2026, 26,6% dos entrevistados esperaram mais de cinco anos entre os primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo. Outros 14,1% levaram uma década ou mais. O neurologista Rodrigo Kleinpaul, do Hospital das Clínicas da UFMG, afirma que o tempo médio para confirmação é de três anos, com muitos pacientes consultando até quatro médicos diferentes.
Quais são as principais barreiras relatadas pelos pacientes?
Para 36% dos participantes, os médicos e profissionais de saúde representam a maior dificuldade. Outros 23% citaram exames como a ressonância magnética, enquanto 18% mencionaram a própria demora do processo e 12% os custos. Os sintomas iniciais, como embaçamento visual, dormência e fadiga, frequentemente são confundidos com ansiedade ou outras condições.
Impacto na vida dos pacientes
A esclerose múltipla atinge principalmente mulheres entre 20 e 40 anos. Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença, segundo a ABEM. Entre os entrevistados, 73,4% deixaram de realizar atividades por problemas emocionais e 72,8% relataram prejuízos na renda. Além disso, 85,6% têm gastos mensais extras relacionados ao tratamento.
Como o diagnóstico tardio afeta a progressão da doença?
Kleinpaul ressalta que a agilidade no diagnóstico é essencial para retardar danos permanentes. Atualmente, 48% dos pacientes estão estáveis ou em remissão e 39% permanecem economicamente ativos. Apesar dos avanços no controle da doença, 41,2% relataram dificuldades de acesso ao tratamento por burocracia de planos de saúde ou falta de medicação.
Frequently asked questions
Qual é o tempo médio para diagnosticar esclerose múltipla no Brasil?
Segundo o neurologista Rodrigo Kleinpaul, o tempo médio é de três anos entre os primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico.
Quais sintomas iniciais são mais confundidos?
Embaçamento visual, dormência, formigamento e fadiga costumam ser atribuídos a ansiedade ou outras doenças, segundo a pesquisa.
Quantas pessoas foram ouvidas no estudo?
O estudo da HSR Health e Roche Farma ouviu 368 pacientes em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.
Quais são as principais barreiras para o diagnóstico?
Médicos e profissionais de saúde (36%), exames (23%), demora do processo (18%) e custos (12%) foram as barreiras mais citadas.
Quantos pacientes receberam diagnóstico incorreto antes?
De acordo com os dados, 56,8% dos entrevistados receberam um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla.
Key takeaways
26,6% dos pacientes esperam mais de cinco anos pelo diagnóstico de esclerose múltipla.
56,8% receberam diagnóstico incorreto antes da confirmação.
O tempo médio para o diagnóstico correto é de três anos.
36% apontam profissionais de saúde como principal barreira.
85,6% têm gastos mensais extras com a doença.
48% dos pacientes estão estáveis ou em remissão.